Clube das Almas Inquietas

Bem vindo todo aquele que quer mais do que o cotidiano pode oferecer

sexta-feira, novembro 06, 2009

Joshua Bell, Oscar Wilde e a diva








Já havia lido sobre o assunto, mas recebi de um amigo hoje o vídeo sobre a performance do famoso violinista Joshua Bell no metrô de nova York.


Querido, bom dia.
Obrigada por ter me mandado o pps. Eu já havia lido sobre esta "experiência" feita pelo Joshua Bell. Faz-nos pensar, não?
Indo um pouco além do óbvio, da postura virtuosa de “ó, veja como beleza real é ignorada sem os artifícios costumeiros”! Fato é que o contexto é fundamental. É ele que nos ajuda a ter parâmetros, quer queiramos ou não. A não ser em circunstâncias peculiares e particulares, não notamos especialmente alguma coisa sem que determinados signos da cultura nos assinalem seu valor.
Lastimável, mas totalmente humano. Como diria Oscar Wilde: “O verdadeiro mistério do mundo é o visível, não o invisível”. Você deve estar se perguntando: Caramba, o que faz esta mulher me lançar um papo cabeça a esta hora da manhã?
Um: Acordei cedo demais por estar num dia muito difícil. Hoje não posso lhe falar sobre isso, mas fazer estas elucubrações me ajudou a sair um pouco do terreno mais concreto e mais doloroso do luto e da perda.
Dois: Adoro séries de TV. No meu despertar na madrugada, vi um episódio de uma série nova chamada Drop Dead Diva. Nela, uma linda, magra e jovem modelo é morta e, por um acidente metafísico, é reencarnada no corpo de uma não tão jovem e gorda advogada. Eis a personagem principal lançada entre dois mundos: o dos magros e dos gordos. Bem maniqueísta, a advogada é linda por dentro e, pelas mãos dos deuses roteiristas, seu ex-noivo vem trabalhar com ela. Claro que ele não a reconhece nem volta a amá-la, apesar de ela ajudá-lo e ele passar a reconhecer e admirar sua inteligência e sensibilidade. Ah, nossa jovem e linda modelo era linda, mas não muito inteligente e não muito sensível.
Tem uma Joshua Bell de pessoa tocando no metrô com poucos a perceber beleza de sua execução.
Faz-nos pensar. Principalmente aqueles que freqüentam o mundo dos gordos.

Mil beijos

|